quarta-feira, dezembro 26, 2007

Boas Festas!


Há dias em que tenho uma fúria e apetece-me escrever sobre tudo, todos e mais alguma coisa que me ocorra no momento. Felizmente, nem sempre tenho à mão com que escrever ou, nem sempre consigo escrever no mesmo instante da ocorrência da fúria, por razões várias. Desde a preguiça, aos afazeres profissionais. Normalmente estas fúrias, literalmente falando, dão-me devido a aspectos que me fazem confusão, indignam ou revoltam ou me incompatibilizam intelectualmente com a realidade. Durante uns momentos. Às vezes dias, outras instantes, outras ainda eternidades. Claro que toda esta indignação, acabaria por dizer mal de alguém, de algo ou de uma realidade. Para variar... Por isso repito: felizmente que nem sempre o consigo fazer.

Outras ocasiões acho tudo muito lindo, espectacular. E aqui normalmente não escrevo, porque as coisas boas são minhas, dos meus amigos, família ou de quem as passou comigo e não preciso de me exaltar e de tentar destabilizar os outros, como aconteceria se fosse com um ponto menos claro, digno ou outro. Tão pouco gosto de "esbardalar" o que quer que seja, para que todos vejam como a vida me correm bem e sou tão feliz ou mais do que todos os outros. Até poderia ser mentiroso (ou não) e as mentiras tendem, esforçadamente por vezes, a não fazer parte do meu quotidiano.

Por isso de modo generalizado, acabo por transparecer negativismo. O que é de todo em todo falso e nada corresponde menos à realidade do que isso.

Não gosto do natal, afirmo e reafirmo. Em parte, claro, nunca no seu total. Se o fizesse seria no mínimo estúpido! Acho parvo a parte das correrias às prendas e da obrigação que as pessoas sentem de dar algo que não pode ser muito caro, mas também não se poder dar menos do que determinado valor. Adoro a parte da família, dos disparates que se dizem, das brincadeiras que se têm... Se calhar é por ser a minha família e as pessoas e o espírito que a compõem, mas acho que serão todas as famílias assim. Afinal, tudo pode falhar, mas a família está lá sempre, nunca duvidarei disso! Acho que se vê que, não gostando do natal, em parte, não sou negativista ou do contra ao ponto de generalizar o natal. Não gosto do natal consumista, adoro o meu natal!

Também não gosto do políticos. Acho-os corruptos, pouco sérios, insensíveis, deslocados da realidade, oportunistas, falsos, inflexíveis, gélidos, distantes, usurpadores, com falta de ética e moral... Chega? Mais uma vez não generalizo, com certeza, até para bem da nossa crença no modelo "democracia", que os há exactamente ao contrário de tudo isto e por vezes até chegam ao poder a tempo de fazer algo por todos nós e os maus hábitos adquiridos ao longo de anos e anos de má gestão e governação. outras vezes não. Ultimamente não. E continuo sem conseguir vislumbrar isso nos tempos que se avizinham. Por isso digo mal, correndo o risco de parecer negativista, mais uma vez. A apatia geral e a aceitação do discurso dos desgraçadinhos pobrezinhos, é que nos têm arrastado para onde estamos. Entre outros, claro!

Acho muito injustos os "direitos" dos funcionários públicos. Acho, mesmo. Têm vindo a deitar mão a alguns e bem, mas ainda há muito que se poderia fazer no imediato. O problema é que "quem se lixa é sempre o mexilhão" e os direitos ainda mais injustos de quem manda nunca acabarão ou não estivéssemos a falar de alguém acabar com os direitos de alguma coisa que lhe toca directamente. Eu, se os achasse injustos faria-o na mesma! Não é por "mudar de patamar" que os meus valores se actualizam negativamente. Agora, óbvio quem quanto mais acima se está, mais direitos se tem, mais se ganha, menos se trabalha (Atenção que não acredito nisto. O tipo de trabalho é que é diferente!), etc. Não acho isto mal. Mal acho que uma fábrica têxtil abra falência e dois meses depois o dono abra nova fábrica, com outro nome, com as mesmas instalações e que legalmente ninguém lhe possa fazer nada ou cobrar as dividas antigas. E que se passeie de Ferrari, Mercedes, e ou BMW topos de gama, os filhos tenham direito a bolsa de estudo para derreter em noitadas e copos...

Estes são os pontos mais abordados e as "pessoas" ou grupos mais visados da minha "fúria esmagadora". Não quer dizer que nunca me possa dar com este tipo de pessoas, aceitar ou participar nestas situações ou ficar surpreendido positivamente com algumas delas. No entanto também em custa estar sempre a bater na mesma tecla. Chamam-me comunista e começo a sentir que têm razão, que tenho uma cassete reinvidicativamente activa que passa vezes a fio e nunca se gasta ou perde a qualidade. Já eu me sinto cansado de mim, dos meus assuntos (ou será da realidade que me rodeia e que não me deixa vaguear noutros?) e de escrever sempre pelo mesmo.

Por isso, quando sairá o próximo, não sei, se haverá próximo tão pouco. Não esperei pelo ano novo, para aplicar a máxima "ano novo, vida nova", mas sim pelo sentir que era o momento. Não planeio as coisas, não espero (bons) resultados ou resultados, apenas. Faço-as apenas quando sinto que o momento é o certo. Não me importo muito com o que os outros pensam. Faço-as por mim. Para mim. Não é método certo ou que tenha qualquer tipo de presunção de saber bem viver ou gerir (bem) os acontecimentos, mas todos temos um modo de agir, este é o meu! Nunca tive pretensões de ter um blog. Mesmo, mesmo. Este surgiu porque tinha necessidade de o fazer, de escrever e desabafar as coisas que nunca se conseguem desabafar com humanos, mesmo os mais chegados. Coisas que se sentem e que não se conseguem explicar. Também não o conseguir fazer escrevendo, mas... tive essa ilusão, pelo menos. Ajudou-me. Agora acho que já não o faz. Nunca quis falar de mim, do que faço, onde fui ou o que penso ser. Melhor, às vezes, pior muitas, mas nunca superior. Apenas queria desabafar, cuspir a realidade que não gostei, gosto ou gostarei. Fi-lo, sem qualquer pretensão. Incomodei alguns, espantei outros, feri, enchi de orgulho outros. Nunca se consegue nada que agrade a todos. Nunca.

Começar pode custar, mas acabar, seja de que modo for, custa sempre mais. Por isso é que tentamos sempre acabar as coisas ou com as coisas com um sorriso, uma conversa parva ou frases feitas que não se empregam de modo algum à ocasião, mas que achamos que sim, naquele momento. Eu apenas digo, ponto final paragrafo. Para já neste. Quem sabe se nos outros? Eu não. Só tem direito a uma única outra linha. Para já.

Tudo de bom!

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Se bebem muita jola e não sabem que fazer ao vasilhame...


segunda-feira, dezembro 03, 2007

ASAE, os zeladores da saúde pública ou a brigada «anti-ecológica»


Todos sabemos o que é a ASAE. Nem todos sabemos o que significam estas lindas iniciais; Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. Bom confesso que todos soubessem, eu não sabia!

Ora o nossa ASAE tem como seguinte áreas de intervenção, segundo o seu site oficial, a Saúde Pública e segurança alimentar; a Propriedade industrial e práticas comerciais; o Ambiente e segurança, ou seja, tudo o que os senhores quiserem pôr o nariz, podem. Ambiente na ASAE? Pensei que tivesse a ver com o Ministério do Ambiente, ou da Agricultura ou com os imensos organismos e entidades públicas que já tutelam este espaço. Enganei-me; a ASAE também fiscaliza isto.

Conhecemos a ASAE das reportagens dos telejornais, em que vemos gente encupaçada, com coletes que dizem ASAE, outros com bata de Sô Doutor a remexer em tudo o que acham que deveriam, outros a selar restaurantes e outros estabelecimentos... Tudo da mesma pandilha. Acertaram. Pronuncia-se ASAE!

Muitas histórias se contam à volta destes tipos, outros tantos mitos se formaram, mas facto é que por onde passam ou se ouve falar deles, deixam marca. Ficamos, por exemplo, proibidos de comer castanhas em cartuchos de lista telefónica ou jornal. Acho bem.

Todos conhecemos os inúmeros casos de adultos com malformações graves, devido a terem ingeridos castanhas que vinham nestes... “recipientes”, quando pequenos. Vai daí, a ASAE proibiu!

Também todos vimos ou ouvimos relatar histórias de pessoas que fabricavam e vendiam a restaurantes, croquetes ou rissóis caseiros, acabadinhos de fritar, feitos à mão com ingredientes que os próprios comeriam se não os gastassem no fabrico. Todos também sabemos os problemas que se originaram a partir daí; pessoas sem qualquer esperança de futuro, com a sanidade mental comprometida. Ok, temos aqui um problema. Vai daí, chegou a ASAE e proibiu! Agora só croquetes e rissóis embalados e congelados, dos quais ninguém sabe a origem, nem os ingredientes e, mesmo que o saibam, desconfio sempre do fabrico industrial, com conservantes e...

Existia também o problema do romantismo. Sim isso mesmo; aqueles jantares à luz das velas, com ambiente amoroso, romântico, com flores naturais numa jarra, em cima da mesa, que se oferecia à pessoa amada... Blhec, que lamechice! Veio a ASAE e acabou com isto. Não há cá flores naturais em cima da mesa, porque podem deixar polém e outras substancias altamente anti-higiénicas. Agora só flores de plástico! Que romântico oferecer flores de plástico (ao menos são virtualmente eternas, como o amor que se afirma no casamento)...

Chávenas, pratos, copos e talheres, nada escapa à ASAE...

A partir de Janeiro de 2008, a loiça vai ser proibida nas esplanadas. O porquê nas esplanadas em detrimento de outros locais de comercio, desconheço, mas vai ser proibido. Aqui percebi finalmente, o porquê da ASAE incluir nas suas funções o ambiente. Ora não se pode utilizar loiça. Loiça esse que seria lavável e reutilizável, algumas vezes. Muitas vezes. Ora em substituição da loiça, temos os inevitáveis copos de plástico descartáveis. Imaginem que, uma esplanada, serve 30 chás por dia. Antes eram 30 chávenas, no mínimo, para lavar, por dia. Agora serão 30 copos de plástico que demoram milhões de anos a se degradarem. Estão a ver o alcance ecológico desta medida? Abaixo o desperdício, abaixo a poluição, viva o (bom) ambiente! Lá está, ambiente...

Colheres de pau, nem pensar, só se podem manusear as suas primas de plástico ou metal. Panos para limpar as mãos, nem em sonhos, só toalhetes de papel que só se utilizam uma vez e deitam fora. Comprar azeitonas, queijos, enchidos ou outros géneros alimentares não embalados nas feiras, impossível. É proibido! E as pessoas que morriam devido à fava ou brinde do bolo-rei? Uma barbaridade! Mas acabou, aplaudam a ASAE.

E podia continuar...

Falemos sério; é bom que se acabe com todo o tipo de falta de higiene. Seja em que local for, ramo de negócio ou actividade humana. Mais ainda quando essas actividades são prestadas a terceiros. Fiscalizar, punir, fechar, se preciso for. Mas... inundar de regras absurdas o mercado? Quem impede ao fabricante industrial de croquetes, adulterar a composição dos mesmos? É por estarem embalados que não expiram o prazo recomendado para o seu consumo? Não é, não vai ser!

Tudo o que é em excesso é absurdo. Susceptível de ser caricaturizado, ridicularizado. Corre o risco de deixar de ser crédulo e aceitável. Podemos passar a ignorar ou, ainda pior, contradizer, só porque.

Este excesso de zelo higiénico, não nos vai levar a lado nenhum! As faltas de higiene ou escrúpulos continuarão a existir, assim que a fiscalização afrouxar (e afrouxará, inevitavelmente). Ainda mais quando há fugas de informação e se sabe de antemão, quando é que a rusga da ASAE vai passar em tal sítio e porquê.

Como já me foi dito por alguns médicos alergologistas (infelizmente, sofro deste problema): as reacções alérgicas são tanto mais violentas, quanto mais isolado das bactérias viveu a pessoa em questão, enquanto criança. Ou seja, no excesso também pode estar na origem do mal, também.

Nem sempre, é verdade, mas também...

sexta-feira, novembro 30, 2007

P'lo fim de semana passado




E para "fechar" o mês bloguístico, em beleza. Acho eu...

terça-feira, novembro 27, 2007

As vantagens de trabalhar...


As vantagens de trabalhar num empresa editorial, são algumas. Não vou enumerá-las todas, porque provavelmente nem as sei, pois nunca analisei a fundo a questão. Nem vou analisar, não tem interesse algum. Esporadicamente lá me lembro disso. Muito mais frequentemente me lembro das dificuldades que advêm de ter com entidade empregadora um privado e um "publisher" (ah, como os estrangeirismo ajudam, como não sabemos como nos denominarmos)...

Bom, mas voltando à linha inicial destas frases, uma das vantagens é receber SPAM. Leram bem sim, receber SPAM.

Passo a explicar: para mim há vários tipos deste flagelo. Não gostando de todos eles, gosto do tipo em que os autores de blogs ou sites, nos enviam os seus endereços como forma de promover os seus sites. Alguns acabam analisados institucionalmente aqui na empresa, outros acabam apenas analisados pessoalmente pelos trabalhadores, com todos os defeitos e desvios de objectivos finais que isso poderá implicar para os autores dos sites e do SPAM. Os sites com sumo, acabam referenciados, mentalmente, nos nossos blogs, em conversas de café, etc.

Esta é uma das vantagens. Quiçá a que gosto mais. Bom, talvez não a que goste mais, mas a que mais utilizo ou pelo menos me lembro de utilizar. Leva-me a pensar que doutro modo nunca teria conhecimento de certas coisas boas, importantes e com conteúdo que se vão fazendo, me passariam despercebidas. Estaria a perder informação importante e que me desperta a curiosidade, quase que instintivamente.

Por esta via, veio-me para às mãos este blog: http://ecotretas.blogspot.com

O URL diz tudo. Sobre as tretas que nos são impingidas (ou direi infligidas?) sob a égide da ecologia, da poluição, das emissões de CO2 e toda a parafernália de baboseiras atrevidas que os ignorantes na matéria, ou recém-convertidos a, nos atiram como leis a cumprir escrupulosamente. Seremos hereges a abater, se não o fizermos.

Depois, como as cerejas e as conversas fluem umas atrás das outras, fui lendo e carregando nos links, apreciando e, num desses links, descobri outro site / blog interessante, desta vez sobre o Sabor, as barragens que se tem intenção de construir por lá, gravuras rupestres, áreas agrícolas que afinal não o são e outras temáticas relacionadas com. http://blogs.3e.com.pt/index.php/3ecom?cat=15 é o link. Se não filtrarmos por categoria, http://blogs.3e.com.pt/index.php/3ecom, acedemos aos conteúdos anteriormente referidos e também a outros referentes ao Nordeste Transmontano. Terá sido um defeito meu, de afinidade, que também tenho raízes Transmontanas...

Vantagens de trabalhar, que afinal é o título destas frases e pode-vos ter induzido em erro e ter-vos levado a ler isto (pelo menos até aqui, se chegaram a esta frase), haverá muitas mais, felizmente. Mas não querendo exaustivamente analisar a questão, era só mesmo isto que eu tinha que escrever hoje... Aliás, verdade seja reposta, nem tinha nada para escrever ou partilhar, mas graças ao SPAM, aos blogs, sites e conteúdos da imensa internet, fez-se qualquer coisa...

quarta-feira, novembro 21, 2007

Noutro sítio, mesma espécie (e outro espécime, provavelmente)



Esta, foi tirada aqui. Ficou "muito queimada"...

quarta-feira, novembro 14, 2007

Perfeição, presunção ou uma travagem brusca, no momento certo?



Foi tirada aqui.