Os políticos, episódio não sei quantos
É indecente (isto pautado pelo mínimo) que políticos que se consideram moralmente superiores e intocáveis, sejam apanhados, com quase todos os outros, nas trafulhices do nosso pântano legislativo. Falo claro do nosso grande amigo e lutador, poeta de primeira apanha, anti-fascista convicto, gatuno para os amigos, Manuel Alegre.
Este rapaz, enquanto candidato à presidência da república (o escrever em minúsculas, é propositado) era o maior, moralista dos sete costados que tudo ia fazer para acabar coma corrupção e imoralidade políticas.
Agora, vai receber não sei quantos mil euros de reforma por um cargo que quase nunca desempenhou na RDP. E o único comentário que se dignou fazer “é que é legal”! Só me apetece é dizer palavrões!!! É legal e depois? Nem tudo o que é legal é moralmente aceite e socialmente correcto!!!
Nunca pensei dizer isto, mas palhaço por palhaço antes prefiro ter como presidente o Sr. Silva (Cavaco Silva, para o comum do Português sóbrio e não insular), porque este amigo Alegrete já mostrou a sua raça a todos nós; mais um parasita da sociedade que leva aquilo a que legalmente tem direito, sim senhor, mas moralmente não o terá por certo! Trabalhasse (e este é o primeiro ponto) no sector privado (este é o segundo), como muitos dos portugueses a ver se tinha direito a alguma coisa...
Ainda por cima a Segurança Social escreveu-lhe, senão “nem me lembrava”, palavras do Sr. Recomendo uns suplementos para a memória, mas curiosamente para escrever livros com balelas marxistas e pensamentos ociosamente belos, não lhe falta a “alembradura”! Coisas da vida...
Mas eu ainda quero ver a Segurança Social a escrever para mais alguém a dizer-lhe que tem direito a uma reforma de não sei quantos euros por tal trabalhos ou descontos. Se não forem as pessoas que estão na iminência de se reformarem a tratar dos papéis, devem mesmo receber uma carta, devem, devem, mas esperem sentados. Nem cartas de avisos de dívidas os “comuns mortais” recebem, quanto mais a dizer que têm a receber não sabe o quê...
Mais um episódio dignificador desta classe política que se quer, à força e por elogios próprios e para dentro, promover a séria...
V E R G O N H A ! ! !
E eu que nem queria pensar, quanto mais escrever, coisas tristes... Há tanta coisa bonita a acontecer, tem que existir sempre qualquer coisa podre a libertar o seu mau cheiro para nos chamar à "falsa" e fétida razão nacional...
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